quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

1. Sierepilef (O Auge da depressão) - 03/02/2016 - 00:11 - Minha primeira música para mim...

Essa não vai ser uma música feliz
sinceramente nem eu sei o que ela será
não a vejo como aprendizado algum
talvez seja apenas aquela que eu deva evitar

Mas quando foi que eu realmente fiz isso?
Esse dia alguma vez existiu?
Afinal, eu sou tão conhecido por ser tão nostálgico
mas hoje não é esse sentimento que me possuiu

É acabar fazendo mal à quem só te fazia bem
É ver te irritar tudo o que te deixava zen
É como navegar num oceano tão gigante tanto tempo e de repente você nota não fazer falta pra ninguém

Ser incapaz de encarar quem se feriu
tirar a paz d’àqueles quem você traiu
É como ser àquele estranho no ninho, cuja razão pra viver parece que nunca existiu

E até a água que devia te molhar
prefere sua presença ignorar
afinal por que sua pureza absoluta acabaria toda suja sem qualquer desejo de te limpar

É assim, e não tem outra descrição
que é estar no fundo do poço sem alguém pra lhe estender a mão
E é assim que eu me encontro, envolto em tanta escuridão
esse é sem dúvida, meu auge da depressão

Segurar as pontas está sendo uma barra
corrigir todas essas escolhas totalmente erradas
mas aqui se faz, aqui se paga
perdi a conta de quantas vezes fiquei esmurrando aquela faca

Também já não sei quantas vezes pedi perdão à alguém
pra falar a verdade eu estou cansado de fazer isso
não busco nesses versos a piedade de ninguém
acho que essa é a primeira vez que escrevo querendo falar comigo

Que eu me lembre bem desse sentimento
pois eu sei que eu vou me levantar
e quando eu chegar à esse momento
com certeza eu vou precisar me lembrar de que:

É acabar fazendo mal à quem só te fazia bem
É ver te irritar tudo o que te deixava zen
É como navegar num oceano tão gigante tanto tempo e de repente você nota não fazer falta pra ninguém

Ser incapaz de encarar quem se feriu
tirar a paz d’àqueles quem você traiu
É como ser àquele estranho no ninho, cuja razão pra viver parece que nunca existiu

E até a água que devia te molhar
prefere sua presença ignorar
afinal por que sua pureza absoluta acabaria toda suja sem qualquer desejo de te limpar

É assim, e não tem outra descrição
que é estar no fundo do poço sem alguém pra lhe estender a mão
E é assim que eu me encontro, envolto em tanta escuridão
esse é sem dúvida, meu auge da depressão

É assim, e não tem outra descrição
que é estar no fundo do poço sem alguém pra lhe estender a mão
E é assim que eu me encontro, envolto em tanta escuridão

esse é sem dúvida, meu auge da depressão

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

3. Desculpe-me

E olha eu aqui mais uma vez
vindo falar sobre quem eu já devia ter esquecido
talvez essa seja a última vez
ou talvez, como da última "última vez" pra mim mesmo eu ainda esteja mentindo

Talvez nem seja de você que eu venha falar desta vez
acho que nem eu sei ao certo sobre o que seja
tudo ficou confuso aqui dentro depois do que a gente fez
e esse pequeno poema talvez eu nem queira que você veja

Preparar um pedido de desculpas não será sequer o começo de tudo
se você ficou sem entender, imagine à mim que perdi todo o meu mundo
talvez nem seja sobre você que eu venha escrever desta vez
mas quem sabe, talvez eu também esteja mentindo como na outra última vez

Não sei se estou fazendo isso para que dias a frente eu volte a ler
pois metade de mim quer muito que você venha a saber
mas a outra parte me diz pra parar enquanto o diálogo me ainda é fresco
têm tantas horas que eu gostaria de dar ouvidos à esse meu lado mais seco

Agi como agi, por impulso do momento
afinal, eu treinei e treinei para que saísse tudo do jeito correto
e você se recorda de como eu ainda faço tudo errado
e assim que você cruzou meus olhos, meus argumentos haviam dispersado

Eu te juro que não tive intenção alguma de magoá-lo
afinal todos nós ainda estamos bem machucados
os motivos das feridas não são os mesmos como da última vez
ou talvez estejamos mentindo mais uma vez

Você sabe que sempre que for referente à você, virá com o número 3
ainda não sei em qual momento minha mente ira me fazer te esquecer
pois metade de mim quer muito que desse texto você venha a saber
mas a outra implora pra que você jamais venha a ler

Se não for tarde demais, por favor, eu te peço perdão
se você pensar bem, eu não quis machucar o seu coração
eu sei que errei várias e várias vezes com você
mas acredite, afinal a única coisa que eu nunca quis foi te perder

E mais uma vez eu dou voltas e voltas no mesmo lugar
tentando simplesmente, por mais uma vez, me desculpar
E mesmo que a certeza me diga que esse poema jamais chegará à você
eu quero que você saiba que, como vários outros que eu fiz, esse também se refere à Bê.